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Nota de Repúdio - A bolsa amarela, de Lygia Bojunga

  • Foto do escritor: Instituto TAL
    Instituto TAL
  • 19 de mai.
  • 1 min de leitura

A notícia sobre a movimentação dos pais e responsáveis de alunas e alunos do 4° ano do Colégio Militar Dom Pedro II, do Corpo de Bombeiros do Distrito Federal (CBMDF), em Brasília, contrários à leitura de A bolsa amarela, de Lygia Bojunga, um clássico da literatura brasileira, produz indignação na comunidade leitora e educadora deste país. 


Lygia ganhou em 1982 o prêmio internacional máximo da literatura para crianças e jovens, o Hans Christian Andersen, concedido pelo Conselho Internacional de Livros para Crianças e Jovens, o IBBY. A obra – uma das preferidas entre os leitores – comemora 50 anos de publicação e tem formado gerações, na exposição de valores de integridade existencial e coragem para arguir padrões sociais de desigualdade. 

O Instituto TAL – Todas As Linguagens – repudia de forma veemente este ato lesivo à formação humana. É inadmissível, em qualquer circunstância ou sob qualquer pretexto, que escolas pretendam impedir crianças brasileiras de terem acesso a esta obra. É fundamental que o veto seja substituído pela escuta e pelo diálogo. Que a comunidade escolar convide as famílias para falar sobre a obra, que se leia junto, que se fale sobre a potência da literatura como interlocutora das infâncias e juventudes. 


O contato com a obra de Lygia é um direito. Não pode ser negado a nenhuma criança.



Instituto TAL – Todas As Linguagens

 
 
 

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